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sábado, 7 de abril de 2012

O medo

Nós temos medo. Medo de gostar, de se envolver. Medo de se decepcionar, de se perder. Temos medo do agora, do antes e do depois. Temos medo de sentir, de chorar, de ter saudades. Temos medo da solidão, da falta de reciprocidade, do frio e da escuridão. 

Esquecemos da doçura de um carinho, do desejo de querer estar perto. Do amanhecer com o pensamento longe. Da vida que se constrói durante os sonhos. Esquecemos do coração acelerado, do encontro das mãos, dos olhares que nos trazem certezas.

Esquecemos, pois estamos complexados nos nossos medos. Medo de amar. Medo de sermos felizes.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

São poucos. Poucos são os que sabem amar

Amar não é julgar e tratar com desdém na primeira circunstância. 
Amor não acaba, no máximo se transforma em carinho, respeito e admiração.
Não, o amor não se transforma em ódio. Quem ama não odeia, mesmo quando o impulso é o de querer odiar. O coração simplesmente não deixa. O amor não permite.

Amamos? Sim, muito. Amamos a rotina que temos ao lado de alguém. A comodidade, as facilidades. Amamos os outros enquanto eles são perfeitamente o que queremos que sejam, sem erros, sem tropeços. Quando as dificuldades aparecem, continuamos amando. Amando o nosso orgulho, o nosso ego. 

Quem sabe um dia a gente aprenda que amor é um sentimento que não cabe no peito e que não evapora de um dia para o outro.Quem ama compreende, perdoa, considera. De contrário, o amor é outro. É próprio. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Você quer ser feliz?

A vida nos dá duas opções: ou vivemos infelizes pelas coisas erradas que acontecem no nosso cotidiano, ou percebemos o quanto somos rodeados de motivos para seremos felizes.

Podemos chorar e nos deprimirmos pelas oportunidades perdidas, ou podemos perceber que muitas vezes o que acreditamos ter dado errado, lá na frente vai resultar em coisas boas.

Tudo é uma questão de escolha. Você quer ser feliz ou não? Afinal, a felicidade é a gente que faz.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Saudade

Ferida que não cura.
Sentimentos que apenas adormecem.
Os dias passam e nada muda.
Sua vontade é voar.
Voar para longe.
Não consegue.
Seguir em frente é preciso, mas soa como impossível.
No fim, a espera será eterna.
E a cada novo dia a vontade de voltar aumentará.
Voltar para fazer diferente.
Voltar para agir com o coração.
Voltar a voar.
Voltar para mim

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O vento e o Sol


Eu quero um furacão.
Uma tempestade que leve para longe o que eu quero esquecer.
Quero ventos fortes o suficiente para estremecerem as minhas bases, para que fique apenas o que for realmente sólido. O que vale a pena lutar.

Não quero mais olhar para trás. Com os olhos e com o coração.
Quero a brisa reconfortante que vem após a destruição.
Um abraço dos primeiros raios de Sol.
Quero o susto de um trovão.
E o silêncio, enfim.