segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Aos meus amigos
Muitos amigos merecem as minhas palavras e abraços no dia de hoje. Assim como a maioria das datas comemorativas, o Dia do Amigo também vem perdendo um pouco o seu sentido. Na realidade, acredito que o que perdeu o seu sentido é o "ser amigo".
Costumamos agrupar os amigos, separá-los como "os verdadeiros" e os simples amigos. Na realidade, percebo que para ser amigo a pessoa deve ser verdadeira.
Os meus amigos sabem o que eu sinto, sabem o que eu quero para o meu futuro, ou compartilham comigo os momentos de indecisão e insegurança, entendem o que quero dizer com um olhar ou um silêncio. Meus amigos são aqueles que estão ao meu lado quando eu tenho vontade de chorar, quando eu estou frustrada, quando estou mal humorada. Meus amigos são aqueles que possuem valores de vida semelhantes aos meus, afinal, amizade é sintonia.
Amigos de berço, amigos/família, amigos de estudos, de emprego, amigos da rua. Enfim, meus amigos verdadeiros. Que todos possam sentir hoje e sempre o amor que eu sinto por vocês. Que vocês tenham a certeza de que todos estão dentro do meu coração e que todos podem contar comigo em todos os momentos.
Amo vocês! Feliz dia do amigo!
Costumamos agrupar os amigos, separá-los como "os verdadeiros" e os simples amigos. Na realidade, percebo que para ser amigo a pessoa deve ser verdadeira.
Os meus amigos sabem o que eu sinto, sabem o que eu quero para o meu futuro, ou compartilham comigo os momentos de indecisão e insegurança, entendem o que quero dizer com um olhar ou um silêncio. Meus amigos são aqueles que estão ao meu lado quando eu tenho vontade de chorar, quando eu estou frustrada, quando estou mal humorada. Meus amigos são aqueles que possuem valores de vida semelhantes aos meus, afinal, amizade é sintonia.
Amigos de berço, amigos/família, amigos de estudos, de emprego, amigos da rua. Enfim, meus amigos verdadeiros. Que todos possam sentir hoje e sempre o amor que eu sinto por vocês. Que vocês tenham a certeza de que todos estão dentro do meu coração e que todos podem contar comigo em todos os momentos.
Amo vocês! Feliz dia do amigo!
terça-feira, 19 de julho de 2011
O adeus de Falcão
Todos querem o retorno de um ídolo, ainda mais quando o assunto é futebol. Quem vive deste esporte e ama um clube sabe do que eu estou falando. Não me lembro ao certo o dia que meu coração se coloriu com as cores vermelha e branca. Apenas sei que a opção pelo time colorado não foi um mero acaso. Mesmo tendo ficado apenas alguns meses ao lado do meu avô materno, sinto que a paixão que ele tinha pelo Internacional foi passada para mim. Quem me conhece sabe disto.
Logo quando comecei a me interessar pelo futebol e de fato entendê-lo, meus pais me contaram algumas histórias sobre o Internacional. O que eles não me contavam nos domingos de futebol eu pesquisava. Ao mesmo tempo em que meus ídolos eram Fernandão e Clemer, pensava o quanto eu queria lembrar de Dunga e o quanto gostaria de ter visto Claudiomiro, Manga, Figueroa e Falcão jogar. Inclusive nos primeiros textos que escrevi para este blog, falei sobre o que chamei de "F3 colorado", composto por Falcão, Fernandão e Figueroa, três grandes jogadores, três ídolos.
No início deste ano, o torcedor colorado clamava por mudanças e principalmente mudança na postura do time. Queríamos a paixão no futebol, o coloradismo dos jogadores, queríamos perceber que os jogadores, a direção e o técnico estavam cientes da camiseta que eles vestiam. Roth foi demitido e Falcão contratado. Nada poderia ser mais realizador, o ídolo estava de volta.
Apesar dos tropeços, apesar dos resultados não tão positivos, os colorados sabiam que não estava faltando vontade por parte do técnico em vencer e tornar o Internacional cada dia mais gigante. Mas o que fazer quando além de ter como adversário um time de futebol, ter também como adversário uma direção?
Que saudades dos tempos em que o esporte era maior do que a politicagem. O Falcão foi demitido por isto, jogo político. E como um grande ídolo não saiu sem falar o que pensava. Em sua entrevista coletiva, Falcão desabafou, chorou, mostrou a sua insatisfação com a situação. E criticou abertamente o presidente do clube.
Tantos técnicos já passaram pelo Internacional. Quantos técnicos foram mantidos mesmo quando as circunstâncias eram insustentáveis. E o Falcão foi demitido após três derrotas . Após apenas três meses no cargo. Após ter ganho um Campeonato Gaúcho desacreditado por todos. O ídolo foi demitido como se fosse qualquer um.
Faltou respeito. Respeito com Falcão. Respeito com a história do Internacional. Respeito com o torcedor colorado.
Quem virá agora? Cuca? Dunga? Mário Sérgio?
Vinte quatro horas após um dos maiores ídolos do Internacional ter sido demitido, Fernandão, o Capitão Planeta, foi contratado para trabalhar na direção do Internacional. Sai um ídolo, entra outro. Assim como sonhei com a volta de Falcão, muito sonhei com a volta de Fernandão. Sabia que quando ele voltasse ao colorado eu iria berrar, vibrar, acreditar ainda mais no meu time. Por enquanto percebo que me enganei.
Podem contratar quem quiserem, nada apagará da minha memória a forma como Falcão foi mandado embora. Faço das palavras do ídolo as minhas: a minha frustração é maior que o Beira-Rio.
Não sei o que esperar. Não sei qual será o técnico ideal. Não sei se Fernandão dará certo. Não sei se a direção do Internacional irá funcionar. Quero apenas acreditar na volta dos tempos em que o Internacional era o clube do povo e não o clube dos incompetentes.
Logo quando comecei a me interessar pelo futebol e de fato entendê-lo, meus pais me contaram algumas histórias sobre o Internacional. O que eles não me contavam nos domingos de futebol eu pesquisava. Ao mesmo tempo em que meus ídolos eram Fernandão e Clemer, pensava o quanto eu queria lembrar de Dunga e o quanto gostaria de ter visto Claudiomiro, Manga, Figueroa e Falcão jogar. Inclusive nos primeiros textos que escrevi para este blog, falei sobre o que chamei de "F3 colorado", composto por Falcão, Fernandão e Figueroa, três grandes jogadores, três ídolos.
No início deste ano, o torcedor colorado clamava por mudanças e principalmente mudança na postura do time. Queríamos a paixão no futebol, o coloradismo dos jogadores, queríamos perceber que os jogadores, a direção e o técnico estavam cientes da camiseta que eles vestiam. Roth foi demitido e Falcão contratado. Nada poderia ser mais realizador, o ídolo estava de volta.
Apesar dos tropeços, apesar dos resultados não tão positivos, os colorados sabiam que não estava faltando vontade por parte do técnico em vencer e tornar o Internacional cada dia mais gigante. Mas o que fazer quando além de ter como adversário um time de futebol, ter também como adversário uma direção?
Que saudades dos tempos em que o esporte era maior do que a politicagem. O Falcão foi demitido por isto, jogo político. E como um grande ídolo não saiu sem falar o que pensava. Em sua entrevista coletiva, Falcão desabafou, chorou, mostrou a sua insatisfação com a situação. E criticou abertamente o presidente do clube.
Tantos técnicos já passaram pelo Internacional. Quantos técnicos foram mantidos mesmo quando as circunstâncias eram insustentáveis. E o Falcão foi demitido após três derrotas . Após apenas três meses no cargo. Após ter ganho um Campeonato Gaúcho desacreditado por todos. O ídolo foi demitido como se fosse qualquer um.
Faltou respeito. Respeito com Falcão. Respeito com a história do Internacional. Respeito com o torcedor colorado.
Quem virá agora? Cuca? Dunga? Mário Sérgio?
Vinte quatro horas após um dos maiores ídolos do Internacional ter sido demitido, Fernandão, o Capitão Planeta, foi contratado para trabalhar na direção do Internacional. Sai um ídolo, entra outro. Assim como sonhei com a volta de Falcão, muito sonhei com a volta de Fernandão. Sabia que quando ele voltasse ao colorado eu iria berrar, vibrar, acreditar ainda mais no meu time. Por enquanto percebo que me enganei.
Podem contratar quem quiserem, nada apagará da minha memória a forma como Falcão foi mandado embora. Faço das palavras do ídolo as minhas: a minha frustração é maior que o Beira-Rio.
Não sei o que esperar. Não sei qual será o técnico ideal. Não sei se Fernandão dará certo. Não sei se a direção do Internacional irá funcionar. Quero apenas acreditar na volta dos tempos em que o Internacional era o clube do povo e não o clube dos incompetentes.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Mudanças
Hoje olhei para o calendário. 08 de abril. Há dois meses atrás eu estava deitada em uma cama de Hospital, com meu organismo resumidamente surtado. Depois de passar cinco dias internada, comecei a pensar o que eu estava fazendo da minha vida. Eu era quem eu queria ser? Não.
Quem me viu há dois meses atrás, percebeu que eu já não sorria tanto, já não parecia ser um alguém tão feliz. Essa semana, várias pessoas vieram me falar o quanto eu estou diferente, fisicamente e espiritualmente. Hoje tento sorrir o máximo possível, tento não chorar tanto por coisas bobas, tento fugir do estresse.
Eu poderia estar ainda me lamentando do que passei, colocando a culpa em Deus e no mundo. Preferi acreditar na mudança. Quero continuar assim, acreditando em mim, acreditando em uma felicidade cada vez mais intensa e verdadeira.
Sou um ser em transformação. Estou mudando a cada minuto, a cada dia. A Rafaela de ontem? Já não existe mais.
Quem me viu há dois meses atrás, percebeu que eu já não sorria tanto, já não parecia ser um alguém tão feliz. Essa semana, várias pessoas vieram me falar o quanto eu estou diferente, fisicamente e espiritualmente. Hoje tento sorrir o máximo possível, tento não chorar tanto por coisas bobas, tento fugir do estresse.
Eu poderia estar ainda me lamentando do que passei, colocando a culpa em Deus e no mundo. Preferi acreditar na mudança. Quero continuar assim, acreditando em mim, acreditando em uma felicidade cada vez mais intensa e verdadeira.
Sou um ser em transformação. Estou mudando a cada minuto, a cada dia. A Rafaela de ontem? Já não existe mais.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O quarto de Rafaela
Este texto é um trabalho realizado para a disciplina de Redação Experimental em Revista, do curso de Jornalismo na Unisinos.
Localizado entre a sala e o aposento do seus pais, o quarto de Rafaela é relativamente pequeno, mas aconchegante. Na parede um quadro sem moldura que sua irmã pintara quando era pré-adolescente. Uma pintura abstrata, diga-se de passagem, algo parecido com uma Lua, pintada de azul, vermelho, verde, amarelo e cinza. Pensando bem aquilo nada se parece com uma Lua.
Quem entra pela primeira vez em seu quarto pensa que duas pessoas dormem lá. Isso porque lá encontram-se duas camas de solteiro. Na realidade, a segunda cama faz o papel de suporte para roupas, livros, papéis e bagunças, se parecendo com qualquer coisa menos com uma cama.
Nas prateleiras vários porta retratos. Nove, para ser mais exata. Apenas três possuem fotos. Já ouvi Rafaela afirmar que naquela semana iria mandar revelar algumas fotografias. Escuto isso faz alguns meses. Porque aqueles porta retratos estão sem fotos? Só Deus sabe.
Ao lado da “cama-de-verdade” uma luminária, um porta canetas e alguns livros. Em cima de sua cama um travesseiro, dois travesseiros, três travesseiros, quatro travesseiros. Porque tantos, não sei. As fronhas não combinam. Verde, cinza, amarelo. Combinam, na verdade, com o quadro pendurado na parede.
Para dividir a “cama-de-verdade” e a “cama-bagunça” um baú. Um bom lugar para esconder segredos, cartas que ninguém pode ler, dinheiro, documentos, declarações. Que decepção. Somente cobertas e coisas de inverno.
Perto da janela, um computador e uma cadeira grande azul. O porque de ser azul não sei. Poderia ser vermelha, prova de amor ao time do coração. Mas não, é azul, por algum motivo que desconheço. Quem sabe uma promoção na loja de cadeiras gigantes. Em cima da impressora, adivinhem: mais um porta retrato. Sem foto.
Seu armário possui três portas. Uma estante para calças e outra para blusas. Nas outras duas portas blusas penduradas em cabides, gavetas com meias e coisas assim. Em um canto, uma gaveta gigante, como a cadeira, cheia de chinelos, botas, tênis e vai saber o que mais.
A parte que mais gosto no quarto de Rafaela, é o cantinho das coisas de mulher. Ao lado de um espelho, uma cômoda. Um cestinho verde guarda as maquiagens do dia a dia. Gloss, rímel, lápis de olho preto, base, pó compacto, pincel, batom. No cestinho roxo sombras, lápis de olho colorido e muito glitter. No cestinho transparente brincos coloridos, de todas as formas e tamanhos. Na prateleira de cima cremes hidratantes e perfumes. Acima cremes para cabelo. Não sei para que tantos. Três escovas, chapinha e secador fazem companhia aos cremes infinitos.
No último “andar” desta cômoda estão as coisas que mais gosto. Duas caixas. Uma rosa e outra branca. Dentro estão as cartinhas de amigas dos tempos de escola, convites de festas de quinze anos, presentes dos primeiros namoricos, coisas que, de alguma forma, se tornaram importantes na vida dela. Também nesta prateleira estão duas caixinhas menores. Vazias. Quem sabe aguardando novas coisas inesquecíveis para guardar.
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